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dezembro 18, 2007
rômulo e rêmulo
Alguém Que Não Se Deve Contradizer já percebeu que só um caráter profundo consegue ser perfeito na frivolidade, porque só um caráter profundo consegue levá-la a sério. Pode ser, mas, além dessa inteligência para a frivolidade, existe uma inteligência no que é frívolo - uma inteligência que se ilumina quando trata de coisas efêmeras e risonhas e que se ofusca quando incide sobre o que é sério e universal. Vejo cada vez mais pessoas absolutamente brilhantes ao falarem de festas e compras e músicas da Madonna. É gente que julga com severidade de um Paul Valéry por que Vogue é superior a Ray of Light e que quase toca uma regra de estética Renascentista ao criticar um corte de cabelo. Agora, que o assunto da mesa não passe para religião ou história romana. É quando tentam parecer eruditos que a sua frivolidade fundamental se trai, e eles sempre acabam dizendo que já leram sobre Rômulo e Rêmulo e confundindo Epifania com alguma nova técnica de alongamento capilar.
Posted by Rodrigo de Lemos at dezembro 18, 2007 02:15 PM
Comments
O que importa é que o raciocínio seja agradável.
Posted by: dleine at dezembro 20, 2007 02:36 AM
complemento, dizendo que o importante é ao menos haver raciocínio.
Posted by: k at dezembro 20, 2007 12:33 PM
Vez ou outra, quando digo que o bom gosto pode prescindir de boa cultura, quero dizer mais ou menos isso aí.
Posted by: Ronald at dezembro 28, 2007 01:33 AM