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dezembro 28, 2006
enquete sartorialista
Primeira mulher que eu vejo de bota por cima da calça que não fica parecendo prostituta.

Isso porque:
a) ela não é prostituta;
b) ela não é brasileira;
c) ela é brasileira e prostituta, mas nem parece;
d) o cinza disfarça (ouvi da Cristina Franco).
Posted by Rodrigo de Lemos at 03:25 PM | Comments (6)
dezembro 26, 2006
o livro vermelho da classe e sofisticação
Já notaram que agora é tendência entre os seus amigos esquerdinhas ficar dizendo que o problema de rico brasileiro é falta de classe? São as mesmas pessoas que há uns trinta, quarenta anos teriam mandado os ricos brasileiros pro paredão, e certamente não por eles usarem meia branca com terno.
Hoje mesmo estava no jornal o Walter Salles dizendo que não fazia filme sobre a burguesia porque os burgueses daqui eram muito caricatos. Fiquei pensando se existe alguma coisa no Brasil que não seja muito caricata - a começar pelos pobres. Um pouco depois, na página policial, tinha a história dum menino que na noite de Natal morreu de bala perdida por causa dos tiros que os pobres dão pro alto na hora dos fogos de artifício, vejam bem.
Não que rico brasileiro seja exatamente o máximo - a maioria dos que conheci se cai de quatro não levanta. Mas Stendhal reclamava da mesma coisa dos ricos franceses em 1840 (lembrem da cena de Le Rouge et le noir em que um burguês ficava dizendo pro Julien Sorel o preço dos móveis da sala, de cada vinho que o mordomo trazia); a comédia de costumes na Inglaterra era basicamente comédia com os costumes dos nouveaux riches - e Margot Beste-Chetwynde do Evelyn Waugh springs to my mind; e, agora quase no nível do romance Amiga, um amigo não faz muito foi a um casamento num castelo na Bretanha com noiva saindo de bolo e baile ao som do que seria Sandy&Junior pra nós. Pergunta para amigos aristocráticos defensores de livre mercado: rico cafona não vira uma constante sempre que se elimina uma classe ociosa, preocupada com a melhor maneira de entrar numa sala, de segurar um copo, em favor de parvenus administradores de empresas? Comparem a república romana com Satyricon; isso não é especialidade nem brasileira, nem do século XX.
Mas pergunto isso pros de direita porque dos esquerdistas eu não espero nada assim como uma resposta. Eles só criticam o que chamam de falta de classe do rico brasileiro porque já não podem mais fazer o discursinho comunista sixties de sempre. E isso não pelo fim da União Soviética, por algum problema ético com ditaduras. Um motivo de certa maneira muito melhor: nada faz mais olhos revirarem numa mesa de bar que gente defendendo Fidel Castro. Espero que tenham descoberto também como eram feias aquelas golinhas Mao.
Posted by Rodrigo de Lemos at 05:05 PM | Comments (3)
dezembro 22, 2006
o trapaceiro com o ás de ouro
(Voltamos com as Apostas - pra quem não conhece, Aposta é uma prática ritualística encontrada entre os nativos da Nova Zelândia que consiste em todo mês os aborígines dum portal de blogs escolherem um tema e escreverem um texto sobre. Nesse mês escrevemos sobre "Cambalachos" - não sei se por alguma virtude do assunto ou pela sonoridade da palavra.)

Georges de La Tour, Le Tricheur à l'as de carreau
MLLE. DE SCABÈCHE:
"Deixa eu contar de novo: um dois de ouro, depois um três, um quatro, um cinco, um seis, um sete. Ah, só o ás de ouro pruma canastra! Mas que tonta que eu fui, ter apostado todo o meu guarda-roupa! E essa criada, que demora pra me passar escondido o ás! Ela bem calma servindo a Gargagliardin, e eu correndo o risco de perder os meus trajes e as minhas jóias e a minha peruca e todo mundo descobrir que na verdade eu sou o Garotinho fantasiado de marquesa!"
MME. DE GARGAGLIARDIN:
"Rápido, Geneviève, rápido! Passa rápido o ás de ouro aquele, que senão é capaz de eu perder o meu guarda-roupa e todo mundo descobrir que eu sou um travesti fantasiado de Maryl Streep!"
GENEVIÈVE:
"Umas desavegonhadas essas duas. Anos me tratando como criada e agora vêm pedir pra passar escondido carta de baralho. Olha a Gargagliardin, com os olhos cravados em mim... Pode esperar, patroa, que esse ás de ouro a senhora vai receber por baixo da porta do quarto e só amanhã de manhã, enquanto eu vou estar bem longe com o dinheiro que vocês duas me pagaram pelo trambique, só eu e o meu grande amor..."
MONSIEUR DE LA TRICHE (se virando assustado para Georges de La Tour atrás dele):
"Ei, que que você está fazendo aí? Ah é? Então quer dizer que eu sou só uma pintura? Bom, não é uma coisa ruim pra se descobrir depois duma certa idade; uma equipe de restauração, et voilà você eternamente com trinta. (mostra o ás de ouro nas costas dele) Está vendo isso aqui, hein? Foi o papai aqui prometer uma fuga romântica de madrugada que essa Geneviève já se apaixonou o suficiente pra me passar o ás escondido. Como essas garotinhas do populacho são amáveis! Só espero que a partida acabe duma vez que eu quero ver o Garotinho sem peruca ainda hoje - isso sem falar nas malas que ainda tem pra arrumar se eu quiser ir embora lá pelas cinco, antes da criada acordar.
Mas conto com a sua discrição para não estragar o cambalacho - e mais ainda com a sua descrição pra retocar esses pés de galinha."
Posted by Rodrigo de Lemos at 05:34 PM | Comments (3)
dezembro 19, 2006
Talvez vocês por aí já tenham notado, mas a nossa página do Apostos está com atualização automática.
Quem já sabia e tem compulsão por clicar em links novos pode entrar aqui para saber What personality goes with what suit. Algumas tiradas que me fizeram rir:
Men's Wearhouse: "Calvin Klein is a quality name in suits. The salesman told me."
Hugo Boss: "You shall bow down to my shiny fabric, peasant!"
Prada: "Oh my god! Look at that Hugo Boss guy. He so completely represents the mass market consumer culture while I represent the intellectual, slim-fit crowd who flocks around a label that pretends not to be a label."
Posted by Rodrigo de Lemos at 04:29 PM | Comments (1)
dezembro 15, 2006
visez au coeur, belles dames!
Difícil não ficar meio melancólico vendo gravuras do George Barbier - não só porque a nossa vida não é como os desenhos dele, mas porque a própria vida não pode ser daquele jeito. Gente de verdade tem essa desvantagem, elas nunca ficam paradinhas pra não estragar a composição. Capaz de me acharem um chato se eu ficar dizendo pra elas que cor vestir, trocando elas de lugar toda hora pra combinar a roupa com o ambiente.
Mas não é só a relação entre as cores, que ele tem a virtude de combinar tão bem, mas que acima de tudo ele sabe contrastar pra criar efeitos bizarros, nem o traço fino e delicado, inspirado em ilustrações orientais, que me agrada tanto nas gravuras do Barbier. Isso aparece um pouco mais um pouco menos desenvolvido em outros da época - Robert Pichenot na série dos Costumes Parisiens tem qualidades parecidas. O maior valor que têm esses desenhos, e o que coloca eles tão acima de outros da época, é que eles sempre contam uma história. E, mais do que isso, eles contam uma histórias pelos detalhes: a carta que mal aparece em La Première Imprudence, o olhar de desprezo da mulher em Adieu!. São eles que remetem a alguma coisa que aconteceu ou que vai acontecer fora da cena pintada - e se contar uma história por imagens já é difícil, fazer isso numa só gravura usando detalhes desse tipo pra mim é grande arte.
Os desenhos de outros ilustradores da época são exercícios de estilo com dândis e coquetes que parecem ícones indianos de piteira na boca e peignoirs, indiferentes e sem paixões. Os dândis e as coquetes do George Barbier podem parecer tão indiferentes e sem paixões quanto os outros - mas a inclinação no corpo dum dançarino, o olhar vago dum viciado acabam sugerindo, por trás da frivolidade que é a primeira coisa que todo mundo vê, a melancolia dos freqüentadores numa casa de ópio na China, o desejo mais ou menos contido do dançarino pela parceira.
E os títulos dos desenhos, magníficos. Visez au coeur, belles dames! ou La Première imprudence; queria ter escrito coisas assim pra falar da malícia na toilette das mulheres, da imprudência que é o começo de qualquer caso de amor. São frases de homem do mundo qui ne se pique de rien: elas velam com um humor cínico e sofisticado o que as relações entre homens e mulheres podem ter de trágico - e logo, de meio breguinha. La Rochefoucauld ficou famoso por uma arte parecida.
Chega de falar. Vejam agora as ilustrações e discordem de mim em tudo:

Visez au coeur, belles dames!

Au Lido

Chez la Marchande de pavots

Les Alliés à Versailles

L'Amour est aveugle

Adieu!
![georges barbier ].jpg](http://rodrigodelemos.apostos.com//archives/georges%20barbier%20%5D.jpg)
La Villa d'Este

La Première Imprudence
Posted by Rodrigo de Lemos at 07:30 PM | Comments (5)
dezembro 11, 2006
corona is alive and well and living in sorocaba
Depois da festa de sábado, uma certeza: dance anos 90 vai ser daqui a um tempo o que disco foi na década passada. Adolescentes fazendo passinhos streetdance no quadriculado da pista, achando o máximo músicas de que eu tinha nojinho no primeiro grau. Agora entendo por que pessoas com 40 anos faziam cara de desprezo quando dançávamos Chic em 95.
Não é exatamente um revival que eu vá comemorar. Ainda mais se vier de mãos dadas com o grunge. Não sei de muita gente que concorde comigo - está certo que também não conheço muita gente que fique com o olhar perdido no horizonte, pensando nesse tipo de coisa - , mas acho mesmo que o começo dos anos 90 foi mais kitsch e mais estéril do que os early eighties que todo mundo execra (de 85 pra cima nem eu consigo defender os anos 80). A música pop perto de 81, 82 - pelo menos os melhores, o Devo, por exemplo - tinha alguma coisa de cínico e irresponsável que era divertido, e aqueles casacos de tecido sintético (imagino que por influência de coisas como Blade Runner e tecnopop), bem que eu gostaria de ter um desses hoje. Elegância sartorial perto das ombreiras que dominaram as almas uns anos depois.
Em compensação, a primeira metade dos anos 90 vai ser lembrada por o quê? Grunges, aquele bando de rockstars mal vestidos que deviam ter ficado em casa fazendo curso de cerâmica, e Ace of Base, uma espécie de ABBA sem glamour brega que não vai nem ganhar a honra de ter uma música tão tocada em baile de debutante quanto Dancing Queen.
Mas imagens funcionam melhor do que palavras pra falar de música pop. Não faz nem dois meses, postei aqui esse vídeo do Rick James:
Elogiei muito a linha de baixo da música e o canino faltando na boca dele. Gostei também das dancinhas das vagabundas no fundo, tudo tão camp e espontâneo, quase como se o Rick James tivesse chamado umas amigas barangas que dançavam no clube perto da casa dele pra fazer o clipe.
Daí, nos comentários, o Pedro Sette Câmara me lembrou da música que dez anos depois, circa 90/91, o MC Hammer fez com o sample de Superfreak :
O semioticista que mora no meu peito está aqui, sussurrando que as imagens falam por si. As dancinhas são tão kitsch quanto as do clipe do Rick James, só que agora coreografadas; as roupas parecem muito maiores que os dançarinos, quase como se eles tivessem amarrado sacos de aninhagem na cintura e nos tornozelos. Claro, a fotografia do MC Hammer é melhor, e o clipe - como todos da época, aliás - claramente tinha muito mais produção do que os de dez anos antes, mas o resultado não tem o humor nem o charme cheesy duma coisa como Superfreak. E, como nos late 80's, estão todos de ombreira, minha gente, ombreira.
São provas científicas de que a moda que virá depois dos 80's não vai ser muito melhor do que eles. Algum Grande Cérebro já disse que o futuro é negro e que nele todo mundo se veste que nem no seriado aquele do Will Smith no SBT.
Posted by Rodrigo de Lemos at 03:12 PM | Comments (7)
dezembro 07, 2006
as nêgas do kilimanjaro
Semana passada eu trabalhei. Talvez isso soe pra vocês muito menino ocioso que trabalha pela primeira vez e fica "oh, que pitoresco!" como se estivesse fazendo pesquisa participante numa tribo de canibais aborígines, mas a verdade é que por pouco não cheguei na PUC com um roupa de safari e um negrinho equilibrando uma trouxa de rifles e latas de ervilha na cabeça.
Aceitei trabalhar esses cinco dias primeiro porque queria comprar uma coisa cara e inútil que o meu pai não queria me dar e que agora eu já esqueci o que era, segundo porque pensei que ia ser divertido fazer o receptivo das pessoas de países esquisitos que estavam chegando em Porto Alegre prum fórum mundial de alguma coisa - até agora não entendi bem sobre o que era, mas pelas placas de divulgação com fotos dum papagaio numa árvore, dum índio maquiado que nem o guitarrista do Kiss e dum monte de africanos olhando pra câmera e fazendo carinha de africanos, devia ser pra ajudar o Terceiro Mundo, essas coisas.
Falando com tanta gente de tantos lugares, a primeira coisa que eu aprendi foi a minha ignorância quanto às coisas do meu Brasil. Pelo sotaque e pela cor da pele, não sei dizer se o executivo de dente de ouro na minha frente é do Rio, do Amazonas, de Pernambuco. Fiquei feliz comigo; é uma daquelas ignorâncias que eu quero regar todo dia de manhã junto com as minhas plantinhas. Passou a rótula da Carlos Gomes, pra mim já é tudo nordeste.
Mas aproveitei o ensejo para muitas conversas edificantes. Passei por uns garotos do Rio, desses de universidade, sabe; eles perguntavam pra moça das informações qual era a boate em que dava pra agarrar umas gatinhas de Porto Alegre. A moça, uma menina que devia ter chegado de Frederico Westphalen naquela manhã e que certamente corava com beijo de novela, murmurou um "ali na Lima e Silva... na Cidade Baixa...", toda sem jeito. Eu, que estava levando até a sala dos palestrantes um presidente de Ong do Sri-Lanka que andava pra lá e pra cá de turbante e manto laranja tirando foto com turistas como o Mickey na Disneylândia, parei pra salvar a moça: "Sexta no Ocidente. Certo que vocês não saem de lá sozinhos."
(No sábado de manhã eles não apareceram. Nunca é tarde para descobrir a sua verdadeira sexualidade.)
Teve também o dia em que me avisaram que a primeira-dama da Tanzânia ia aparecer na sala de conferências que eu estava organizando. Fiquei com medo de ela entrar na sala girando que nem um tufão, devorando os palestrantes, mas outro organizador me tranqüilizou que o Demônio esse era o da Tazmânia. Meu alívio não durou muito: logo o mesmo sujeito veio me dizer que o Demônio da Tanzânia nem tinha se inscrito pro fórum e queria dar uma conferência. Respondi que não podia, que talvez nos congressos da Tanzânia, se é que eles fazem congressos na Tanzânia, talvez lá a primeira-dama pudesse acordar um dia e resolver dar uma conferência num evento em que ela nem se inscreveu, mas aqui não, aqui todo mundo respeita a programação, e além disso os governantes não podem ter privilégios sobre os governados! A escolta de negrões que rodeava a primeira-dama e a informação de que o governador do estado tinha resolvido de última hora aparecer no fórum e falar na sala do lado da minha foram como todo bom argumento: simples e incontestável. Ela fez a conferência em sujike, e sem tradução.
No outro dia veio um sujeito do Fortaleza ou de Recife - eu sempre troco - puxar conversa comigo perguntando se em Porto Alegre fazia tanto frio o ano todo (olhei no termômetro da rua: uns vinte e poucos graus, mind you). Resmunguei alguma coisa de volta. Daí que eu não sei se a criatura não me entendeu, ou se ela não quis me entender, ou se me entender era uma coisa que ele não achava lá muito importante pra conversar comigo, só sei que o cara começou a discursar que com dezoito anos ele se descobriu como gente e ficou com ódio das monarquias celestes (sério). Eu respondi que das celestes eu não sabia, mas que pelas terrenas eu até que tinha alguma simpatia. O sujeito então me olhou como se eu tivesse chamado a mãe dele de piolhenta: "Porque você só tem simpatia pela monarquias porque a sua cultura não foi dilapidada como a minha, a cultura dos caietés, que tiveram as famílias separadas, as mulheres estupradas...". Perguntei se as mulheres não tinham gostado. Ia perguntar também se os caietés não dilapidaram a cultura de quem estava no nordeste antes deles, mas na hora o Gilberto Gil passou cheio de seguranças - muito diva-like - e ele saiu correndo atrás do cortejo, gritando pro Sêo Ministro um monte de coisas que eu não entendi por causa do sotaque. Peguei só o fim: "...e isso é o que me faz viver!". Não dá pra dizer que eu fiquei triste de não ter entendido o resto.
Mais tarde, na cerimônia de encerramento, a primeira-dama da Tanzânia, que foi solenemente apresentada como primeira-ministra, fez mais um discurso em sujike sem tradução. Durante todo o fórum, fiquei pensando se essa história de primeira-dama da Tanzânia não era farsa de comédia inglesa; vai ver era só uma cobradora do T1 falando estranho, enrolada num lençol. Entretanto, a roupa dela na cerimônia final me convenceu: uma echarpe Channel com o logo bem grande cuidadosamente aberto no peito (a diferença entre africanos em foto de fórum de pobreza e africanos pobres de verdade é que os de verdade preferem fazer carinha de ocidentais mesmo.) O Gilberto Gil falou e falou e depois cantou pro povo cantar junto; ninguém entendeu nada como sempre, mas todo mundo bateu palma. O Ministro do Turismo disse que o Gilberto Gil era um gênio e ele mesmo um pobre mortal. Fiquei feliz ouvindo a última parte.
O fórum acabou com a primeira-ministra da Tanzânia, ou primeira-dama, dando presentes a todos na mesa de encerramento. A um sinal dela, os meninos que eu estava coordenando (e que, apesar das minhas ordens, não estavam de sunga) levaram uns quadros de artistas tanzanianos embrulhados num papel que parecia de loja do centro em época de Natal e deram a cada um da mesa. O Gilberto Gil, que deve conhecer a África o suficiente pra adivinhar que ali vinha bomba, fugiu da mesa a tempo. Sobrou pro Ministro do Turismo, que teve de afetar admiração ao rasgar o papel e dar com a estonteante paisagem duma lavoura africana com nuvens gordinhas no horizonte e uns negros desenhados com pauzinhos trabalhando a terra com enxadas. Imagino que a essa hora os tesouros da arte tanzaniana estejam perdidos no lixão da PUC.
Posted by Rodrigo de Lemos at 03:09 PM | Comments (7)