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agosto 08, 2006
boney m, messias do arte pela arte
Acima de tudo, nunca falar da natureza. A natureza é o que existe de monótono, de estúpido. O mar, que coisa idiota; milhões de anos, e sempre o mesmo movimento, fazendo o mesmo barulho.
(Mas como o mar muda quando aparece pintado. De Géricault a Monet, menos de cem anos.)
Nada estranho que em épocas muito democráticas as pessoas fiquem pintando e fazendo música pra garoa, pro guaxinim. Talvez porque Lawrence estivesse certo, o povo é quase como a garoa, o guaxinim: não muda - Clifford Chatterley comparando os escravos de Nero com as massas do século XX para Constance, e ela negando mas sabendo que ele tinha razão.
A decadência da cavalaria e o realismo político, o fim do Império Austro-Húngaro e o aparecimento da meia de lurex, e o mar no mesmo barulho, e as velhas fazendo chá de carqueja pra emagrecer. Agora cala a boca que tá tocando "Daddy Cool":
Posted by Rodrigo de Lemos at agosto 8, 2006 01:25 PM
Comments
Este vídeo é exibido num boteco em Belo Horizonte, ao lado do Mercado Municipal, 24/7, o tempo todo. Pelo menos sempre que vou lá. Toca bem alto, basta circular na entrada do mercado que você vai ouvir e se quiser, seguir.
That's weird. E o pior é que é verdade.
Posted by: igor at agosto 9, 2006 09:11 AM
me nego a concluir alguma coisa solene da constatação de que o vídeo que toca no mercado público de belo horizonte é o mesmo que toca em festinha descolada em porto alegre.
Posted by: rodrigo de lemos at agosto 9, 2006 10:14 PM
Mas não precisa ser alguma coisa solene.
Posted by: igor at agosto 15, 2006 09:12 AM