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março 11, 2006
jogos educativos pelo futuro da nação!
Concordo quando pedagogas fofuchas insistem na importância de "aprender brincando". Claro que sim. História, ciência, moral, nada que não se aprenda num Pogoball. Respeito às diferenças, por exemplo, com um Jogo da Vida - Gay, não, Homo-erótico, em que se leia: "você entrou em relação homo-afetiva com um afro-descendente" para dizer que o cara deu prum negão em dark room de boate. Se o negão ainda por cima fosse surdo, ou tivesse alguma outra Necessidade Especial, a cartinha serviria também para as aulas sobre Mallarmé e literatura maneirista.
Ou um Banco Imobiliário: Revolução Cubana - na verdade um Banco Imobiliário comum, só com um Paredón antes do fim do jogo. Poderia ter também Batalha Naval: Judeus X Palestinos:
"5B: Você explodiu uma pizzaria!"
"2A: Você errou o alvo, mas acertou um menino desnutrido chamado Yamammoud."
Porque o método funciona. Eu, por exemplo, passei a gostar de Literatura Inglesa fazendo telefone sem fio com monólogos de Shakespeare. O monólogo de Shylock:
"I am a Jew. Hath
not a Jew eyes? hath not a Jew hands, organs,
dimensions, senses, affections, passions? fed with
the same food, hurt with the same weapons, subject
to the same diseases, healed by the same means,
warmed and cooled by the same winter and summer, as
a Christian is? If you prick us, do we not bleed?
if you tickle us, do we not laugh? if you poison
us, do we not die?"
virava "Gimme! Gimme! Gimme! (A man After Midnight)" já na metade da roda. E no final:
" I'm a Scatman!
Pi-pa-pa-ra-pô
Pi-pa-pa-ra-pô
Para-para-para
Pi-pa-pa-ra-pô
Pi-pa-pa-ra-pô"
Quando alguém trazia uma garrafa de vodka, saíam traduções do Ivan Junqueira.
Posted by Rodrigo de Lemos at março 11, 2006 03:54 PM
Comments
perfeito!
Posted by: camila at março 12, 2006 12:44 PM