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dezembro 11, 2005

pragmatismo

O ideal de Absoulto é a maçã que se prende na testa do jumento, para ele seguir em frente.

E o jumento anda.


jumento angkor 2.jpg

jumento ramses 2 certo.JPG

jumento pantheon.bmp

Cenas do jumento andando.

Posted by Rodrigo de Lemos at dezembro 11, 2005 04:09 PM

Comments

É com radical irrepetibilidade que o ser humano participa, como a totalidade da realidade empírica, da ambigüidade original da existência, intuída bem cedo na história da filosofia: o contraste entre contingência e necessidade, essência e existência, unidade e multiplicidade, idéia e realidade. Apenas que, no seu caso específico, de uma consciência (real ou potencial) dobrada sobre si mesma, esta dualidade assume entre outras uma forma sui generis: a tensão entre permanência e impermanência. A consciência é consciência desta tensão, ou, em outros termos, esta tensão condiciona de forma primigênia a intencionalidade de qualquer consciência: é a vida como cruzamento da negatividade e da positividade. Tensão pré-originária, é a feição inteligível primeira do estertor vital original.
De que impermanência se fala? A de ser levado pelo tempo na direção do desconhecido. Não, nenhum status já alcançado que seja tão seguro que possa refrear a voracidade dos momentos sucessivos, infinitamente pequenos, e ao mesmo tempo tão separados e de certa forma tão interpenetrantes, tão fluentes, tão inclementes. O ser humano é um aventureiro compulsório na terra das surpresas, não pode descançar sem ser surpreendido por um novo momento, um novo estrondo de existência ou morte - exatamente como o viajante em terras desconhecidas se depara a cada instante com situações, coisas e realidades novas, belas ou feias, agradáveis ou perigosas. Como o amor cantado por Vinícius de Morais, é uma aventura "sem fim enquanto dura", cuja finalidade, em última análise, se desconhece no campo da consciência ordenadora. Nada expressa esta singularidade tão bem quanto o dito repetidas vezes encontrado em velhos relógios: tempus fugit. Vamos em busca da maçã!

Beijos

(juliano: sim, vamos - mas para isso, como eu já disse, esqueça o empirismo. beijo :->)

Posted by: Juliano at dezembro 15, 2005 05:39 PM

É com radical irrepetibilidade que o ser humano participa, como a totalidade da realidade empírica, da ambigüidade original da existência, intuída bem cedo na história da filosofia: o contraste entre contingência e necessidade, essência e existência, unidade e multiplicidade, idéia e realidade. Apenas que, no seu caso específico, de uma consciência (real ou potencial) dobrada sobre si mesma, esta dualidade assume entre outras uma forma sui generis: a tensão entre permanência e impermanência. A consciência é consciência desta tensão, ou, em outros termos, esta tensão condiciona de forma primigênia a intencionalidade de qualquer consciência: é a vida como cruzamento da negatividade e da positividade. Tensão pré-originária, é a feição inteligível primeira do estertor vital original.
De que impermanência se fala? A de ser levado pelo tempo na direção do desconhecido. Não nenhum status já alcançado que seja tão seguro que possa refrear a voracidade dos momentos sucessivos, infinitamente pequenos, e ao mesmo tempo tão separados e de certa forma tão interpenetrantes, tão fluentes, tão inclementes. O ser humano é um aventureiro compulsório na terra das surpresas, não pode descançar sem ser surpreendido por um novo momento, um novo estrondo de existência ou morte - exatamente como o viajante em terras desconhecidas se depara a cada instante com situações, coisas e realidades novas, belas ou feias, agradáveis ou perigosas. Como o amor cantado por Vinícius de Morais, é uma aventura "sem fim enquanto dura", cuja finalidade, em última análise, se desconhece no campo da consciência ordenadora. Nada expressa esta singularidade tão bem quanto o dito repetidas vezes encontrado em velhos relógios: tempus fugit. Vamos em busca da maçã!

Beijos

Posted by: Juliano at dezembro 15, 2005 05:41 PM

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