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dezembro 01, 2005

le paradis terrestre en son visage

Nem Platão, nem Baudelaire: a beleza é uma lição de ambigüidade moral.


Um rosto bonito, ainda que idiota, ainda que vulgar, por vezes ainda que criminoso, tem sempre um quê de altruísta; ele nos oferece tanto, e não pede nada em troca. Por isso mesmo, estamos sempre dispostos a perdoar suas faltas. Tão imoralmente quanto perdoamos um bom poema que nos leve a más ações.

Posted by Rodrigo de Lemos at dezembro 1, 2005 09:36 PM

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