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dezembro 20, 2005

de litteris et armis

- Porque a função da literatura é nomear o Inomeável, libertar o fluxo de...

Não, não: a função da literatura não é nada vaga, nada efêmera. Pelo contrário, é uma função das mais evidentes e duráveis que eu conheço. Os homens práticos da época de Sófocles, que deviam olhar com desprezo para um simples escritor de teatro, seriam absolutamente inúteis numa métropole do século XX. Em compensação, Édipo-rei... O mesmo talvez aconteça com Proust, com Thomas Pynchon - mas certamente não acontecerá com os executivos da nossa época, curiosidades arcaicas daqui a 2000 anos.

Isso porque a função da literatura, ao contrário do que dizem, é muito concreta: prazer. Um hedonismo baixo, se não fosse tão intelectualizado. Se pode contestar todas as outras funções que emprestam a ela: conhecer o homem, comunicar verdades superiores, servir de espelho para a sociedade. Mas prazer, assim como dor - filósofo nenhum consegue duvidar da existência dessas duas excitações. Gaudeo ergo sum.

(E se o seu adversário disser que sim, contra-argumente com um trabalho de sopro ou uma boa apertada no mamilo.)

Posted by Rodrigo de Lemos at dezembro 20, 2005 10:48 AM

Comments

Contra-argumentar com um apertão no mamilo é algo que pode funcionar... Mas se ele continuar a encher-lhe o saco... torça bem forte para o mamilo caia alguns dias depois...

Beijos

Posted by: Juliano at dezembro 21, 2005 03:53 PM

Maldade sua pedir que o oponente contra-argumente com um "trabalho de sopro"; onde estão os bons modos se todos estão debatendo de boca cheia?

(john, não esqueça: "apertada no mamilo" também é uma opção - e talvez seja por causa da sua objeção que não sugeri "mordida". abraço.)

Posted by: John Santos at dezembro 26, 2005 12:07 AM

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