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maio 11, 2005
"strange discovery in southern brazil"
Estes americanos acham que isto aqui é uma selva. Prometi nunca escrever sobre atualidades, mas olha o artigo que eu achei na "Scientific american" do mês passado (e traduzi só pra vocês):
"Recentes escavações conduzidas pela arqueóloga alemã Fäulein Olga Friedrich descobriram, na selvagem cidade brasileira de Happy Harbour (sic), um totem fálico gigantesco, com cerca de 15 metros de altura e revestido de estranhas pastilhas roxas. O grupo também encontrou, ao lado do monumento, duas enormes bolas cor-de-laranja, o que espantou mesmo os mais empedernidos pelo extremo mau gosto da combinação. Em decorrência do baixo nível de sensibilidade estética que o totem denota, os pesquisadores supõem tratar-se de um povo desconhecido e muito primitivo, ancestral da espécie simiesca que hoje choca populações civilizadas pelo uso de pochetes, tiaras no cabelo e sandálias franciscanas. A datação do monumento é incerta, devendo tratar-se do período entre 1980 d.c e 1995 d.c, com alguma margem de erro.
Entretanto, um acidente grave marcou o fim da expedição. Talvez por causa dos supostos poderes afrodisíacos do achado, todas as mulheres do grupo - mulatas locais de um metro e meio, que têm o estranho hábito de usar tamancos e microshorts - entraram em transe orgiástico. Ao som de batuques africanos, fizeram uma grande fila indiana e ficaram dançando por cerca de duas horas com as mãos na cintura, cobrindo a cara com os cabelos melecados de creme "Karina". Mas o pior foi que nem mesmo Fräulein Friedrich resistiu à suposta influência do totem: lançando olhares lascivos aos homens da expedição, começou a requebrar e a tirar a roupa ao som de "Soy loco por ti America", sucesso kitsch da cantora local Caetano Veloso (sic). A situação só ficou realmente desesperadora quando a Fräulein tirou o sutiã - o que gerou contorsões de repulsa nos nativos -, e quando esta decidiu subir no totem para que todos vissem o que "ela tinha pra dar pra quem quisesse", nas suas palavras. Nem seis negrões, iguais aos que estupraram a atriz Lucélia Santos no clássico (sic!!) "Bonitinha mas ordinária", puderam segurá-la. E foi aí que aconteceu a tragédia: ao tentar escalar o monumento, a respeitada pesquisadora caiu de uma altura de cerca de oito metros. Morreu instantaneamente, com as calçinhas ainda pelo joelho, e de hemorragia interna.
Em homenagem à arqueóloga, os selvagens do povoado decidiram construir uma câmara mortuária para o corpo da falecida. Deram ao prédio, nova jóia da arquitetura local, o nome de "Motel Vis à Vis" em respeito "ao país natar da Fräulein", nas palavras do chefe tribal dos nativos. Vale lembrar que para muitos brasileiros a língua oficial da Alemanha é o francês." (4/2005, pg. 21)
É de indignar. Esta gente não tem o mínimo respeito pela nossa cultura local.

Posted by Rodrigo de Lemos at maio 11, 2005 12:24 PM